Trintona Resistente – Loja Kalunga Vergueiro
A abertura de novas unidades da Kalunga e a revitalização da “gigante” Vila Mariana não tiram o fôlego da loja Kalunga Vergueiro inaugurada há cerca de três décadas
Como em todas as manhãs, nesta também o trânsito é intenso na Rua Vergueiro, principalmente, nas proximidades da esqui-
na com a Lins de Vasconcelos, Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Nosso ponto de observação é o prédio onde se localiza
a loja Kalunga Vergueiro, uma das primeiras a ser inaugurada e atualmente a mais antiga em atividade entre as 60 unidades
de autosserviço da rede. Aliás, nesse segmento, pode-se dizer, sem medo de errar, que a loja foi pioneira entre as inúmeras
lojas instaladas ao longo da via de 9,2 quilômetros, que liga o bairro da Liberdade, no centro de São Paulo, à região do Ipiranga e ABC Paulista. O tráfego intenso também se justifica pelas presenças de universidades, igrejas e prédios de escritórios, em uma das regiões mais valorizadas da cidade.
O prédio de nº 3.305 passou por reforma há cerca de dois anos, inclusive, as instalações da Kalunga, que ocupam área aproximada de 700 m2. “Depois da reforma, o nosso movimento melhorou muito”, revela o gerente Roberto Cavichia, há 19 anos na empresa. Ele atribui o crescimento nas vendas à ampliação do espaço entre os corredores, que favorece a circulação e a melhor visualização dos produtos por parte dos clientes. Contribui também a localização na vizinhança de inúmeros prédios de escritórios, os principais usuários dos serviços da loja.
“Por isso o nosso giro maior é o de produtos para escritório, suprimentos de informática e artigos de higiene e limpeza, ao contrário de outras, onde há grande afluência de pais, notadamente nesta época do ano, em busca de materiais escolares”, acrescenta o gerente. Dentro da rede, a Kalunga Vergueiro, antes pequena, é considerada uma loja de nível médio, conforme o gerente. Instalado em sua sala, no subsolo da loja, a qual se chega por meio de uma escada em caracol, que sai do térreo, ele conta que a parte mais difícil foi trabalhar com a reforma em andamento. “Eles tiveram que refazer a laje às pressas, pois o telhado estava cedendo. Por causa disso, muitas vezes tivemos que trabalhar até de madrugada”, relembra.
Após a reinauguração, a loja ficou mais ampla e passou a funcionar em um único piso (antes ocupava o térreo e o subsolo), com a área de informática na frente e o setor de papelaria mais ao fundo, como em todas as unidades da Kalunga. Agora, no subsolo, além da gerência, fica apenas a garagem, acessível por meio de uma passarela. A única ressalva refere-se à sua sala, cujos piso e paredes estão do mesmo jeito, desde que a loja foi inaugurada, há cerca de 30 anos.
Faz Tudo
Cavichia gerencia a loja da Vergueiro há quatro anos. Ele entrou na Kalunga em 1991 como atendente de vendas. À época, a rede tinha apenas cinco ou seis lojas, algumas delas denominadas Pop’s. “Fui trabalhar na Pop’s da Rua Domingos de Morais, na Vila Ma-riana, onde fazia o atendimento no balcão. Preenchia os talões de compras, principalmente para os clientes que vinham do interior”, relata. O movimento forte naquele tempo era de material escolar. O atendente de vendas acabava fazendo de tudo: vendia, embalava, carregava e descarregava os caminhões de entrega.Da Pop’s, Cavichia foi para a Vergueiro, como vendedor, e depois foi transferido para o depósito de São Bernardo do Campo (ABC Paulista), para atuar na divisão de Telemarketing. Passou pela Kalunga Pari (Rua Rio Bonito), zona central da cidade, como encarregado; e após assumiu a subgerência da loja Tatuapé, na Zona Leste. Depois de andar pelo Ipiranga e Osasco (Grande São Paulo), chegou à gerente I; passou pela loja Vautier (também no Pari) e há quatro anos está na Vergueiro
“Acredito que minha evolução se deva ao meu comprometimento e identificação com a empresa”, afirma o gerente sobre sua carreira dentro da Kalunga. Foi praticamente seu primeiro emprego; antes, trabalhara como office boy. Em paralelo, formou-se em administração de empresas e processamento de dados, além de vários cursos e treinamentos voltados à área de vendas.
Cavichia recorda dos tempos em que a Kalunga era uma grande rede de atacado. Muitos de seus clientes, principalmente na loja Vautier, vinham de ônibus do Paraná no período do volta às aulas. Ele chegava a vender de 3 a 4 pallets de cadernos, que eram despachados em caminhões. Lembra também que ainda na loja Pop’s vendia de cinco a dez caixas de cadernos por dia. “Infelizmente, perdi o contato com essas pessoas. Muitas delas continuam comprando da Kalunga, mas o fazem através do Televendas ou da Internet e já não frequentam mais as lojas.”
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Índice da Edição 237clique
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- Enganou um bobo!
- Campo Alagado
- Mar bravo
- Ressaca moral
- Feliz Ressaca Nova!
- Ponto de encontro
- Trovador Urbano
- Ora direis, ouvir livros!
- Um Toquinho de história
- Ex-família carioca – A tarde de Sua Ausência
- Com certeza – As receitas das familias portuguesas
- Crônicas de Capote – Ensaios
- John Winston Lennon – A vida de John Lennon
