Notebooks – Kalunga segue tendência de mercado

A tsunami dos tablets sacudiu o mercado de informática brasileiro nos últimos meses, com incidência principalmente no segmento de computadores, que ainda assim registrou um crescimento de 22% no primeiro trimestre de 2011, comparado ao mesmo período do ano passado. Foram comercializadas 3,6 milhões de máquinas, entre notebooks e desktops, conforme estudos da consultoria IDC. Desse total, os notebooks representaram 50,5%, enquanto os computadores de mesa tiveram um índice de 45,5%.
Apesar da pequena diferença, os notebooks apresentaram um crescimento de 58% nas vendas em relação a 2010, e os desktops caíram 1,4%. Os resultados favoráveis refletem-se também na Kalunga, que já vendeu quase 30 mil peças em 2011, aproximadamente quatro vezes mais do que no primeiro semestre do ano passado.
Sonho de consumo da ascendente Classe C, os notebooks e netbooks têm recebido um tratamento diferenciado dentro da Kalunga, a começar pela disposição em suas lojas. Os produtos ganharam um lugar de destaque logo na entrada, ao lado dos caixas, o que facilita a visualização e a consulta por parte dos consumidores.
Em paralelo, a empresa adotou um sistema agressivo de marketing com anúncios em jornais, envio de malas diretas e e-mail marketing e promoções no site kalunga.com. Entre os diversos modelos oferecidos, estão os de preços mais competitivos e os top de linha das principais marcas do mercado, como HP, Asus, Samsung, LG, CCE e Lenovo.
A expectativa de Hoslei Pimenta, gerente comercial da Kalunga, é de que o volume de vendas seja mantido neste segundo semestre, apesar da concorrência cada vez maior dos tablets. “Esperamos que o nível de vendas de computadores se mantenha nos mesmos patamares do primeiro semestre, pois a evolução dos tablets, por ora, ainda se dá de forma mais lenta.” De qualquer maneira, por conta dessa ameaça (e também em decorrência das incertezas econômicas), a empresa de pesquisa de mercado Gartner redimensionou suas expectativas de vendas de PCs para este ano. Se antes previa um crescimento de 10,5%, agora fala em 9,3%.
Segundo dados do IDC, o principal mercado consumidor de computadores no Brasil continua sendo o doméstico, que adquiriu 68,6% dos equipamentos no último semestre. Um alento para os fabricantes está no fato de que só este segmento teve um crescimento de 33% nas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado. O setor empresarial respondeu por 26,9% das vendas; enquanto as áreas de governo e educação, mais sujeitas aos cortes de orçamentos, adquiriram 4,5% das unidades. O País é atualmente o quarto colocado entre os que mais vendem PCs, atrás de Estados Unidos, China e Japão.
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