Da datilografia à internet
Contratado como auxiliar de escritório, gerente da loja do Shopping Aricanduva vivencia parte da história da Kalunga nos últimos 25 anos
Quando indagado sobre o tempo em que trabalha na Kalunga, Antonio Alves Afonso, gerente da loja do Shopping Aricanduva, zona leste de São Paulo, nem sempre tem a resposta na ponta da língua. Mais tarde, entre uma solicitação e outra de seus colaboradores e de clientes que o procuram, lembra que foi contratado em 1986; logo está completando 25 anos de empresa. A gente até entende a dúvida, afinal, no corre-corre diário, a principal preocupação dele é fazer com que a sua unidade continue sendo uma das mais movimentadas e das que mais presta serviços dentro da Kalunga.

O que ninguém duvida é de que Alves (como é mais conhecido), aos 43 anos, seja atualmente um dos funcionários mais antigos do Grupo Kalunga, que em 2011 completa 39 anos de atividades no mercado. Começou como auxiliar de escritório no prédio onde funciona a loja Tatuapé. À época, quando as vendas eram feitas diretamente no balcão, era o responsável pela expedição de notas fiscais. Também fazia separação dos produtos mais vendidos na ocasião: papel higiênico, pastas catálogos, cadernos e demais materiais escolares.
Craque em datilografia, então requisito básico a qualquer candidato a emprego, Alves logo foi transferido para o Centro de Processamento de Dados (CPD), no Ipiranga, onde atuou por seis meses. De lá, voltou para o Tatuapé como vendedor; depois foi para a loja Vergueiro; e mais tarde foi transferido para o Telemarketing, que também funcionava no Tatuapé. Em 1991, foi promovido a subgerente de loja, com passagens pelas unidades da Vila Mariana, Pinheiros, Itaim, Jurubatuba (São Bernardo do Campo) e Ipiranga.
Fila de Papeleiros
Alves lembra saudoso do período em que trabalhou nas lojas da Rua Vautier e Rio Bonito, no bairro Pari, onde atendia basicamente revendedores de papelaria. A Kalunga vendia materiais escolares a preços de atacado, o que levava muitos comerciantes a viajar de outros Estados até São Paulo, de ônibus, para abastecer suas lojas.
Nesse período, entre os anos 80 e 90, a Kalunga divulgava suas promoções, notadamente no volta às aulas, por meio de uma extensa lista de preços, impressa em papel jornal. Eram mais ou menos 2,5 milhões de exemplares, enviados por correio para os potenciais clientes. Quando chegavam às lojas (do Pari e até do Tatuapé), eles já sabiam o que queriam levar e o preço de cada produto. A lista de preço deu origem à Revista Kalunga, criada em setembro de 1992.
A chegada da revista coincidiu com o advento da informática e a expansão definitiva da Kalunga. O mix foi ampliado, com a entrada de acessórios de informática, hardwares, softwares e demais produtos para escritório, e novas lojas foram abertas em São Paulo e outros Estados brasileiros. Depois de um longo tempo em São Bernardo do Campo, há cerca de três anos, Alves assumiu a loja Kalunga do Shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo, o maior da América Latina.
Todas as classes
Diante desse cenário, é natural que a Kalunga Aricanduva seja uma das mais ativas da rede. Diariamente, entre 2.500 e 3 mil pessoas passam pela loja, que emite mais de 1.100 notas fiscais. Segundo o gerente, a clientela é constituída por integrantes de todas as classes sociais. Em geral, os clientes de menor poder econômico, que buscam seu primeiro computador ou impressora, são os que exigem mais atenção.
Nestes seus 25 anos de Kalunga, Alves revela que procurou se reciclar a cada dia, seja através de cursos técnicos, seja por meio de treinamento ou mesmo em encontros de trabalho, como a convenção de gerentes, realizada em dezembro último pela Kalunga. “A convenção é uma rotina nova, que trata de assuntos que não estamos acostumados a ver no dia a dia, inclusive de outras áreas”, afirma. Ele também acha importante o destaque dado ao trabalho de cada regional, ao planejamento e, principalmente, do cuidado que se tem com os números e a evolução de cada uma das lojas.
Na sua rotina diária, o gerente da Aricanduva mostra-se preocupado em cumprir os seis tópicos básicos cobrados pela diretoria da Kalunga: vendas, crescimento diário, turn over de funcionários, controle de custos, vendas de garantia estendida e incremento do Cartão Kalunga. Sobre sua atuação e comprometimento com a empresa, conclui: “Gosto do que faço, gosto da Kalunga, e me sinto cada dia mais motivado a evoluir mais profissionalmente.”
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