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Os primeiros colaboradores

Ao longo das últimas edições desta revista traçamos os perfis de alguns gerentes de lojas, que estão na Kalunga há 20, 25 anos, e que muito contribuíram com seu trabalho para o crescimento da rede. Destacamos Antonio Alves Afonso, da loja Aricanduva; Harmann Sih Mocerino, do Tatuapé (SP); Maurício Vasconcellos, da loja ABC Plaza; Renato Cavichia, da Vergueiro; Carlos Ramil, da loja Campinas/Centro; Aloísio Miranda, da Pompeia. Nesta edição, vamos falar também de alguns colaboradores partícipes da história da empresa e de seus trabalhos de bastidores.

É o caso de José Bernardes Oliveira, o “Zé Negão”, que já dedicou 31 de seus 64 anos à Kalunga. Ex-funcionário de uma distribuidora de papel no bairro do Cambuci, começou cortando papel na guilhotina ainda na Rua Bartolomeu de Gusmão. Promovido a encarregado de estoque, trabalhou também nas lojas da Vergueiro e do Tatuapé, até chegar à Spiral do Brasil, onde exerce a mesma função até hoje. É ele responsável pelo recebimento de todos os insumos que chegam para a gráfica. “Aqui faço de tudo; até manobro a empilhadeira”, diz ele, que conta com apenas mais um auxiliar no seu dia a dia.

Nestas mais de três décadas, Oliveira acompanhou uma Kalunga que, na sua avaliação, “melhorou cem por cento”, desde o seu início. A vantagem de trabalhar tanto tempo na empresa é o conhecimento que tem de todo o pessoal. “Agradeço aos meus patrões, que me ajudaram muito,  principalmente no começo”, comenta. Enquanto a aposentadoria não vem, o principal lazer de “Zé Negão”, pai de três filhos e também avô, é passar os finais de semana na sua pequena chácara, a cerca de 50 quilômetros de São Paulo.

Na outra ponta, está Edgar Santos, encarregado da expedição de toda a produção da Spiral do Brasil. Ele chegou à Kalunga em 1987 para trabalhar na separação de material escolar e brinquedos no depósito, então na Rua Cipriano Barata (Ipiranga). Antes do trabalho atual, ficou muito tempo no  centro de distribuição, que era em São Bernardo do Campo (SP). “Acredito que a Kalunga evoluiu muito nestes últimos anos; o depósito ficou mais amplo, mas, principalmente, porque tornou o processo de compras mais acessível”, acrescenta.

Aos 53 anos, Santos ainda não pensa em aposentadoria. O que ele mais gosta de fazer, nos finais de semana, ao lado da esposa, é de frequentar a quadra da Escola de Samba Mocidade Alegre, na zona norte da capital paulista. Quando não está no samba, está na praia. Tem dois filhos (Daniel e José Luís, este mestre-sala da Nenê da Vila Matilde) e uma netinha (Maria Eduarda), de 3 anos.

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Contemporâneo de Santos na empresa, Hélio Shimba também começou na Cipriano Barata, na função de assistente administrativo. Ex-funcionário da Secretaria Municipal de Finanças e vizinho da família Garcia, no bairro da Aclimação, ele já conhecia a Kalunga desde a sua fundação. “No depósito eu fazia um pouco de tudo, numa época em que não se falava em logística”, lembra. Quando chegou à Kalunga, em 1987, eram apenas quatro lojas: Vergueiro, Vila Mariana, Ipiranga e Tatuapé.

Com sua experiência, Shimba acompanhou a instalação do centro de distribuição de São Bernardo, para onde foram transferidos também o televendas e a administração. O seu conhecimento da área comercial da empresa o levou mais tarde à gerência regional, cargo criado com o aumento do número de lojas da Kalunga. Atualmente, Shimba supervisiona 18 lojas, todas na Grande São Paulo. “A evolução da Kalunga se deu naturalmente, fincada numa base sólida. Quanto ao meu trabalho, posso dizer que gozo do respeito dos gerentes; cobro resultados, mas estou  sempre aberto ao diálogo”, finaliza.

Compras

O atual responsável pelo departamento de Compras da Kalunga está na empresa há 28 anos. Raul Delgado de Leon tinha apenas 19 anos, quando foi contratado como digitador ainda na Rua Bartolomeu de Gusmão. Ao colocar os pedidos no sistema de programação Basic (usado à época) pode-se dizer que ele foi um dos primeiros a dar início ao sistema de informatização da Kalunga. Vieram outros sistemas até a Kalunga chegar ao estágio atual e Delgado participou de grande parte deles, seja no antigo Centro de Processamento de Dados (CPD), da Rua Cipriano Barata (Ipiranga), seja em São Bernardo do Campo.

“Tenho orgulho de ter participado de todos esses estágios. Posso dizer que a Kalunga chegou onde está porque evoluiu de forma estruturada em todos os setores”, afirma De Leon. Em 1999, com a mudança da administração de São Bernardo para a Rua da Mooca, em São Paulo, ele continuou no CPD até 2001, quando foi convidado a assumir a gerência de Compras. Entre as suas funções, estão também a elaboração dos preços e a participação nos processos de Licitações.

Junior Silva chegou à Kalunga pouco depois de De Leon, para trabalhar com ele no CPD do Ipiranga. Então com 17 anos, era ele quem digitava os pedidos que vinham do Televendas, instalado no Tatuapé. Eles continuam trabalhando juntos, decorridos mais de 27 anos, e são raras as pessoas do mercado de informática que não conhecem o “Juninho da Kalunga”, responsável pelas compras de hardwares, softwares e acessórios. Mais  tarde, na mudança para São Bernardo do Campo, ele foi promovido a assistente de Fernando Garcia, então o diretor de Compras da empresa.

A partir de 1999, quando Compras passou a ser comandada por Roberto Garcia, Juninho foi convidado a trabalhar na área, onde atende atualmente cerca de 25 fornecedores. “O sistema mudou muito. Para se ter uma ideia, eu usava um computador da Prológica grandão, e quando comecei em Compras, só existiam impressoras matriciais.” Junto com a Kalunga – de quatro para mais de 85 lojas – evoluiu também a sua área, dos velhos relatórios para o moderno sistema B2B, que lhe permite uma interação muito mais estreita com os fornecedores. Ao finalizar, Juninho atribui sua evolução dentro da empresa à “vontade de progredir, de crescer cada vez mais”.

Comentários

waldiney de souza lima
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Conheço muito bem todos desta empresa e tenho ótimas lembranças, Parabens a Kalunga pelos seus 40 anos onde 10 deles eu fiz parte com muito orgulho !!!

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