Your browser (Internet Explorer 7 or lower) is out of date. It has known security flaws and may not display all features of this and other websites. Learn how to update your browser.

X

Navigate / search

Honra ao mérito

CONHECIDA NO MERCADO brasileiro pela sua contribuição à educação, com grande variedade de linhas de materiais escolares, a Bic tem se destacado nos últimos anos também pela distribuição de cultura. Isso mesmo, cultura. A última investida da empresa nessa área ocorreu em meados de maio último, quando levou um grupo de clientes brasileiros para um tour cultural por Estocolmo (Suécia) e San Petersburgo (Rússia), com direito a uma breve passagem por Tallin, na Estônia. Em 2010, os brasileiros já tinham conhecido Dubai e Abu Dabi (Emirados Árabes) e em 2011, foi a vez de Istambul e Capadócia, na Turquia.
A expedição “Mérito de Ouro”, entre os dias 11 e 20 de maio último, premiou os 32 parceiros da Bic, que contribuíram para que a unidade brasileira mantivesse no último exercício um índice de crescimento em torno de 12%. Só quem participou da viagem teve a oportunidade de descobrir, enquanto passeava pelos palácios e museus de Estocolmo e San Petersburgo, o quanto foi apropriada a escolha do nome da campanha. Cada salão, cada um dos lustres ou peça exposta é folheado ou pintado em ouro, a lembrar o fausto, seja dos reis da Suécia (quase sempre um Gustavo), seja de Pedro I ou Catarina II, a Grande, da Rússia.
Após mais de 15 horas de viagem, a partir de São Paulo, com conexão em Istambul, o aeroporto de Arlanda é a porta de entrada para a bela Estocolmo, construída no século 13 sobre 14 ilhas, entre a costa do Mar Báltico e as margens do Lago Mälaren. É água para todos os lados. Do Sheraton Hotel, bem no centro da cidade, onde estamos acomodados, é possível ir a pé até o imponente palácio Stadshuset, inaugurado em 1923, que abriga a prefeitura e a câmara dos vereadores. Detalhe: anualmente, seus salões são abertos também para a cerimônia de entrega dos prêmios Nobel. Faz parte do roteiro uma visita ao Museu Nacional.

Canções medievais

Depois do almoço no Ulriksdals Wärdshus, um legítimo restaurante sueco, o ponto alto do passeio está reservado para a noite, durante visita ao Museu do Vasa. Vasa é um navio de guerra construído pelo rei Gustavo Adolfo em 1620, que navegou apenas 1.200 metros, sucumbiu a uma rajada de vento e afundou próximo ao porto. Uma vergonha para os descendentes dos bravos vikings da época. Depois de 333 anos sob as águas, foi resgatado quase intacto em 1956, recuperado e transformado no núcleo do museu que leva o seu nome. É o mais visitado da Escandinávia, por mais de 800 mil pessoas anualmente.
Após conhecer o navio, cujo mastro principal tem mais de 50 metros, a sustentar uma dezena de velas, os convidados participam de um coquetel, ocasião em que recebem as boas-vindas do diretor comercial Marco Aurélio Souto. Presentes também Horário Balseiro, presidente da Bic Brasil, Alejandro Gonzalez, responsável pela Bic América Latina, Leandro Menezes, gerente nacional de trade marketing, e Alexandre Berede, gerente regional da Região Sul. A trilha sonora do jantar fi cou por conta do show do grupo Romeo and Juliet, cujo estilo remete às canções medievais.
A manhã do terceiro dia na cidade é reservada para uma visita ao imponente Palácio de Drottningholm (Ilha da Rainha), datado do século 16, residência de verão dos reis da Suécia, construído em estilo barroco italiano, em uma ilha do Lago Mälaren. Destaque para o vasto jardim, estátuas e pavilhões, o que lhe garantiu da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade. À tarde, após o almoço no Munchen-Bryggeriet, uma antiga cervejaria vizinha do Lago Mälaren, o grupo pode apreciar os contornos da costa como a viram os primeiros navegadores que por ali passaram: de barco. O diferencial agora são as inúmeras construções antigas de estilos variados às margens dos canais.
As compras ficaram para a manhã do último dia em Estocolmo. O euro não ajuda muito, mas sempre sobra algum para os recuerdos de viagem. À tarde, o destino é o porto onde se dá o embarque no navio Silja Line Ships que vai cruzar o Báltico, durante 14 horas, em direção a Tallin (Estônia). Com capacidade para 2.500 passageiros, o barco conta com inúmeras atrações, entre restaurantes, danceteria, pubs, salão de jogos e free shop. Enquanto o navio se afasta do porto, a paisagem vai exibindo as centenas de casas de veraneio e, por volta de 22 horas (era primavera ainda), o magnífi co pôr do sol no Mar Báltico.
Amanhecemos já em águas da Estônia, a menor das chamadas repúblicas bálticas, e também a mais ocidentalizada delas. Residem em Tallin, a capital, pouco mais de 400 mil pessoa, praticamente um terço da população total do país. Fundada em 1154, a cidade cultiva com orgulho o seu passado medieval, revelado no seu miolo preservado muralhas, becos e construções típicas da época. O restaurante Le Château, bem abaixo do nível da rua, abrigou no passado uma típica taberna medieval, conforme se pode observar na decoração. Aqui, provavelmente, um dos melhores salmões, entre os tantos oferecidos ao longo da viagem.

[dmalbum path="/wp-content/uploads/dm-albums/BIC/"/]

Burocratização

Após o almoço, é hora de embarcar no ônibus para mais de 370 quilômetros de estrada até San Petersburgo. Os trâmites demorados na fronteira não deixam nenhuma dúvida de que estamos deixando a desburocratizada União Europeia para entrar na ainda obsoleta Federação Russa. A paisagem predominantemente rural estoniana é aos poucos substituída pela russa, com suas vilas e cidades que lembra muito, pelo estilo dos prédios e mau estado de conservação, a antiga União Soviética. San Petersburgo, no entanto, é um capítulo à parte nesse cenário.
Entre as cidades do mundo com mais de 1 milhão de habitantes, San Petersburgo (com cerca de 5 milhões) é a que está localizada mais ao Norte. A segunda maior cidade da Rússia, hoje, foi fundada em 1703 por Pedro, o Grande, para ser a capital de seu vasto império. Perdeu o posto para Moscou, com a revolução russa, quando também passou a ser chamada de Petrogrado (1914 a 1924) e depois, até 1991, Leningrado. Independentemente do nome, nunca perdeu a pompa e a majestade, tanto que o seu centro histórico e seus monumentos são considerados patrimônios mundiais pela Unesco. Às margens do Báltico, cortada pelo Rio Neva e seus afl uentes e canais artifi ciais, é também chamada de “Veneza do Norte”.
A partir do imponente Corinthia Nevsky Palace Hotel, em plena Avenida Nevsky, a mais movimentada da cidade, os convidados da Bic puderam conhecer algumas das atrações da cidade. Há muito mais para ser visto, mas o tempo de estadia é curto (apenas três dias) e o trânsito caótico não ajuda muito. O tour pela cidade inclui uma visita às catedrais de St Peter & St Paul, e de St Isaac, construída em comemoração à vitória sobre Napoleão. Na primeira, onde o barroco e detalhes em ouro predominam, estão sepultados vários czares russos.

Grande arquiteto

À tarde, visitamos o Tsarskoye Selo (Vila dos Tsares), onde se destacam os Palácio de Alexandre e o Palácio de Catarina, e onde os czares recebiam os representantes da nobreza europeia. Enquanto no primeiro predomina um estilo arquitetônico mais sóbrio, no segundo a predileção é pelo puro rococó. Mania de Catarina II, chamada a Grande. Durante a Revolução Russa, este local serviu de cárcere para o czar Nicolau II e sua família. O sétimo dia de viagem foi encerrado com um jantar no Russian Vodka Room, no Museu da Vodca, onde se pode conhecer um pouco da história da vodca (água em russo) e também degustar alguns cálices do destilado.
As maiores atrações do roteiro estavam reservadas para o último dia da estada em San Petersburgo: o Palácio Peterhof (Corte de Pedro em alemão) e o Museu Hermitage. O Palácio está ao lado da cidade de Peterhof (90 mil habitantes), situada a cerca de 30 quilômetros, sem nenhum outro atrativo. Todas as atenções se voltam mesmo para o magnífi co conjunto de palácios, jardins, fontes e chafarizes, unidos ao Mar Báltico através de um canal artifi cial, construídos sob as ordens do “arquiteto” Pedro, o Grande. Estava nos planos do czar erigir o Palácio desde 1703, quando tomou dos suecos da ilha de Kotlin, onde construiu o porto, mas ele só o fez após 1714, quando derrotou defi nitivamente seus rivais, na Batalha Naval de Hanögudde.
O Palácio continuou sendo a residência dos czares até o fi nal do século 19, e recinto de grandes festas, após a morte de Pedro, com sua filha, Isabel. Ali, Catarina II se reunia com representantes da inteligência europeia da época e seus amantes. No século 20, durante a Segunda Guerra, parte dos tesouros foram retirados pelos empregados, mas isso não impediu que o local fosse ocupado pelas tropas nazistas até 1944. Sobrou muito pouco do antigo fausto, com as pilhagens e destruição dos alemães. Após o fi m do confl ito, foi iniciado o restauro do complexo que durou até 2003, ano do tricentenário de San Petersburgo. Além do palácio principal, o conjunto espalhado pelos mil hectares tem mais 19 palacetes, vilas e pavilhões.

Rival do Louvre

Após almoço no restaurante fl utuante Ocean, sobre o Rio Neva, e tarde livre para compras na Avenida Nevsky, à noite, é hora de conhecer o Museu Hermitage, que rivaliza com o francês Louvre em tamanho e valor artístico e cultural. Distribuído por dez prédios de grande valor arquitetônico, também ao longo do rio, o Museu tem um acervo de mais de 3 milhões de peças, tanto da história russa, quanto da europeia, do Oriente e do norte da África. As primeiras obras (225 pinturas fl amengas e alemãs) foram adquiridas por Catarina II, que as colocou no seu acervo próprio, reunido no prédio Pequeno Hermitage, construído entre os estilos neoclássico e barroco, entre 1765 e 1766.
Mais tarde, entre 1771 e 1787, a czarina construiu o prédio maior, desenhado também por Yury Veldten, inicialmente, para abrigar a coleção de arte imperial e a biblioteca. O Museu caiu no ostracismo após a morte de Catarina e só voltou à cena com Alexandre I. Após um incêndio, em 1837, que o destruiu quase por completo, sob o reinado de Nicolau I, o prédio foi restaurado e teve sua coleção ampliada. Durante a Segunda Guerra, grande parte das obras foi enviada por trem e escondida em abrigos nos Montes Urais. Entre as principais atrações do Museu estão itens desde o Paleolítico até a Idade Média; peças das antigas Grécia e Roma; e obras, como “A descida da cruz”, de Leonardo da Vinci, além de outras de Ticiano, Van Gogh, Renoir, Manet e Picasso.
Foram pouco mais de duas horas de visita a um museu, que requer pelo menos um dia cheio no seu interior. Em seguida, após um concerto da The State Symphony Orchestra of St Petersburg, todos se dirigiram para o jantar de despedida no Last Palace, instalado no antigo Palácio Abamelek-Lazarev, o último edifício erguido na cidade antes da revolução de 1917. No dia seguinte, após a manhã livre para compras de matrioskas e outros regalos, a delegação embarcou para Istambul, na Turquia. Infelizmente, desta vez, só deu para dormir no Sheraton Istambul Ataköy, pois no dia seguinte, logo cedo, era hora de voltar para o Brasil. Depois desse banho de cultura sueco-russa, a pergunta que fi cou: qual será a próxima atração reservada pela Bic a seus parceiros?

Deixar um comentário

nome

email (não será publicado)

website