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1982 – 1992: Identificação da marca

Nos primeiros anos da década de 1980, início da abertura política no País, liderados pelo jogador Sócrates, os jogadores do Corinthians mostravam que a democracia almejada pela maioria dos brasileiros podia ser estendida ao meio futebolístico. É nesse cenário que surge a Kalunga como a primeira empresa a patrocinar efetivamente um time de futebol no Brasil. O nome, estampado nas camisas dos jogadores corintianos, ultrapassa as divisas de São Paulo e começa a ser conhecido em todo o Brasil.

Havia muita gente que ainda se perguntava “Mas, afinal, o que significa Kalunga?” (na verdade, “Tudo de bom” no dialeto banto africano), ou “O que esses caras vendem?”, mas não deixava de ser um bom começo. Não tinham nenhuma dúvida os milhares de pais que faziam filas na frente das primeiras lojas para comprar cadernos, lápis, borracha e outros materiais escolares, a preços e condições de pagamento nunca vistos no mercado.

Já no final da década, tinham início as caravanas de compras procedentes do interior de São Paulo e até de Estados vizinhos. O endereço da Rua Bartolomeu de Gusmão foi transformado em sede administrativa, a poucas quadras daquela que foi efetivamente a primeira loja, instalada na Rua Vergueiro. Haviam outras lojas na Rua Vilela, bairro do Tatuapé (Zona Leste), e no Pari; enquanto na Rua Cipriano Barata, no Ipiranga, funcionava o depósito e o “Centro de Processamento de Dados” (CPD).

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Por ocasião do volta às aulas, no início do ano, as lojas da Kalunga viravam pontos de afluência de papeleiros de diversas cidades do interior de São Paulo e até de outros Estados. Muitos vinham do Paraná e Santa Catarina de ônibus fretado para adquirir materiais escolares. Ninguém, no entanto, vinha de tão longe quanto José Correia dos Santos, morador de Cruzeiro do Sul, no Acre, que todo ano viajava vários dias de carro, barco e avião até São Paulo. Por sua persistência, ganhou desta revista o apelido de “Indiana Jones”. Falamos dele, mas muitos personagens importantes e histórias também ajudaram a enriquecer o cotidiano da Kalunga no correr dos anos.

No final de 1988, a Kalunga adquiriu a gráfi ca dos padres Salesianos, no bairro da Mooca, uma das principais fabricantes de cadernos do País. Com o nome de Spiral do Brasil, a empresa continuou a fabricar cadernos e agendas, distribuídos inicialmente para todo o mercado, depois apenas nas unidades da Kalunga em todo o País. Mais tarde, a Spiral passa a responder também pela produção de pastas, bobinas, clipes, colas, lápis e mais de 700 itens de materiais escolares e acessórios para informática e escritório da divisão Marca Própria vendidos na Kalunga.

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