Revista Kalunga - Edição n° 246 - Dezembro 2011
Não prometa, trabalhe!
“Este final de ano promete” é a frase recorrente de meu vizinho de apartamento, comerciante dos bons, desde meados de setembro até o Réveillon. Desandamos, em seguida, a falar de futebol, trânsito, férias, e sempre me esqueço de saber o que ele realmente quer dizer com o seu “promete”. O meu eu sei, afinal todo ano prometemos alguma coisa a alguém. Começamos em casa: vamos dar um notebook para o moleque (se ele passar de ano), uma viagem a Orlando para a menina (se ela entrar na faculdade); comprar uma lavadora nova para casa, que a nossa já está quase comemorando bodas de ouro… Prometemos também parar de fumar, pegar firme na academia, fazer alguns cursos de aperfeiçoamento profissional, levar a mulher para uma segunda “lua de mel” no Caribe. O governo promete a reforma ministerial, baixar os juros, derrubar a inflação, combater a corrupção. Aí chegam o carnaval, a Páscoa, as férias de junho; de repente, estamos em setembro de novo, e lá vem o meu vizinho… Com ou sem promessas, o único remédio é trabalhar muito, estudar e rezar muito para que 2012 seja o melhor ano de nossas vidas, muito melhor que 2011 e pior que 2013!
Feliz Natal, próspero Ano Novo e boa leitura a todos!
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