De volta para o futuro

Pauta da reunião anual dos parceiros Microsoft traz lições de tecnologia e de confiança no Brasil para os próximos 10, 15 anos ou mais

De volta para o futuro

Otimismo foi a marca do 8º Microsoft Club Experience, o Encontro dos Parceiros Microsoft, realizado nos dias 13 e 14 de agosto, no Paradise Golf & Lake Resort, em Mogi das Cruzes (SP). A começar pela palestra do economista Ricardo Amorim, do programa “Manhattan Conection”, do canal GNT, que teve o sugestivo título de “Brasil: o futuro chegou” e tratou do atual momento e das perspectivas futuras do País no cenário econômico global. A deduzir de suas análises, basta o atual (e o próximo) “piloto” de plantão soltar o carro na banguela e não cometer nenhuma barbeiragem nas manobras e ultrapassagens (ver box).

Antes do palestrante “global”, os gerentes da Microsoft já haviam injetado doses cavalares de entusiasmo nos presentes, ao mostrar os produtos Microsoft e abordar as possibilidades de suas respectivas áreas. Na palestra “Foco no Consumidor”, dicas sobre como orientar o cliente no momento da compra.

O usuário da classe C, que ascende agora ao mercado, merece um cuidado maior, pois em geral ele adquire o seu primeiro PC e nem sempre tem o conhecimento necessário. O contrário ocorre nas classes A/B, cujos representantes buscam um upgrade de seu equipamento. Eles estão preocupados com a marca, a configuração e outros detalhes. Para eles, o Windows 7, que está pronto para ser usado, oferece garantia e segurança.

De volta para o futuro

Após o Windows, é a vez do Office 2010, recém-lançado pela Microsoft, que mal chega ao mercado, e já supera todas as expectativas de aumento nas vendas. A versão Professional cresceu 113%; a Home Student, 179%; e a Home and Business, mais de 500%. Nas compras de PCs, o segundo item instalado mais pedido pelos consumidores é o Office. Além disso, nas pesquisas, 24% de pequenas empresas consultadas manifestaram desejo de migrar para o Office.

De volta para o futuro

Após o trabalho, o lazer. Por exemplo, a nova versão do X-Box e dos novos games da Microsoft para 2010/2011. Entre os jogos, destaque para o Halo, já para este mês; o Fable III, que chega às lojas em outubro; e o Gears of War III, para abril. O X-Box Live, que tem 25 milhões de usuários em todo o mundo, traz como novidade o Kinect, um sensor compatível com todos os modelos, capaz de perceber gestos, voz, objetos e chat, que permite ao jogador a criação de avatares durante o jogo.

O primeiro dia de evento encerrou-se com um jantar e após uma festa para todos os convidados. Antes da apresentação da banda The Soundtrackers, Henrique Saraiva, gerente nacional de vendas da Microsoft, entregou a Raul Delgado, gerente de compras da Kalunga, o troféu “Destaque do Ano”. Justificou o prêmio pela longevidade da parceria entre sua empresa e a Kalunga, que ainda assim, continua a ser criativa, dinâmica e produtiva. No sábado (14), pela manhã, os hóspedes puderam desfrutar do resort e, após o almoço, regressaram a São Paulo. (M.D.)


Nunca antes na história…

De volta para o futuro

O economista Ricardo Amorim tem uma explicação bastante simples para a recente criação do grupo do G-20, agora com as presenças de Brasil, China, Índia e outros emergentes, em substituição do antigo G-7. “Se valesse só o critério de maiores economias, alguns dos antigos ‘sete’ não poderiam mais estar lá; por isso acharam por bem ampliar o clube.” Muito do que ele apresentou em sua palestra sobre as vantagens desse Brasil do futuro, China e os demais emergentes já é do conhecimento público, mas seu mérito foi concatenar as informações e dar um sentido lógico a elas.

Depois de nove anos em Nova York, o palestrante acredita que, mais do que nunca, esta é a hora certa de apostar no Brasil. Ele e mais 400 mil brasileiros, que retornaram exemplo, a capacidade de desenvolvimento em tecnologia, agora beneficiada pela manutenção de “cérebros” no País. “Nenhum outro país do mundo tem carro com motor Flex Fuel, como o Brasil. Sem falar nos biocombustíveis, na autossuficiência da Petrobras, no Pré-Sal etc.”

Amorim alerta os presentes para o crescimento do consumo entre os emergentes, acima de 50%, com aumento na produção industrial, entre 25% e 30%. “Não é de hoje; está assim há mais de dez anos”. Cita os grupos brasileiros Friboi, Brazil Foods e Marfrig, líderes mundiais do setor de carnes e laticínios; a Inbev, a maior cervejaria; e a Fiat e a Volkswagen brasileiras, que vendem muito mais aqui do que na Europa. “Houve uma mudança no centro de gravidade mundial. Só a China tem atualmente 80 metrôs em construção, o que é uma bênção para o Brasil. Nós temos o ferro e o aço.”

Segundo o palestrante, quem imaginaria um dia o Brasil emprestando US$ 250 bilhões para o resto do mundo. E para o FMI? Sinais exteriores de riqueza estão por toda parte. “Há quanto tempo o salário mínimo sobe mais do que a inflação?”, indaga. Nos últimos seis anos, 30 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres e mais de 40 milhões migraram para as classes mais altas. Lembrete final de Amorim: pelo andar do carro Flex, dá para confiar no futuro do Brasil, nos próximos 10, 15, 20 anos ou mais!