É da nossa natureza

por: Margarete Azevedo

Depende apenas de nós: economizar água ou energia; tomar alguns cuidados básicos com o lixo ou com o consumo de bens em geral

É da nossa naturezaA ideia de que cada um de nós tem à disposição um Aquífero Guarani (*), sob nossos pés, faz com que esqueçamos muitas vezes da necessidade de economizar água. Nem nos damos conta do quanto gastamos, seja no ato de escovar os dentes, de tomar banho ou, simplesmente, lavar um pé de alface. Em vez deixar a água cair sobre ele, esquecidos da vida, melhor seria deixar as folhas de molho por alguns minutos em uma solução de água com bicarbonato de sódio e enxaguá-las na sequência.
(*) Maior reservatório de água natural do mundo, sob os territórios de Brasil, Argentina e Paraguai.

Para quem gosta de cálculos: uma pessoa consome por dia, em média, cerca de 250 litros de água. Não está computado aqui apenas o volume usado no banho e nos demais cuidados com a higiene, mas também o que vai para o preparo das refeições, lavagem de louças e roupas, limpeza da casa e a água que se bebe, entre outros. Muita gente não relaciona, mas gastamos água até quando acendemos as lâmpadas dos cômodos pelos quais passamos, e não as apagamos ao sair!

Ao mesmo tempo em que corremos o risco de ver a água faltar, temos o desprazer de observar o acúmulo de lixo nas grandes cidades brasileiras. Enquanto os aterros sanitários operam no limite, muitas esquinas se tornam pontos de despejo para sofás, geladeiras, computadores, móveis, entulho de construções, e todo tipo de objeto que se possa imaginar. Não deixa de ser uma atitude egoísta de pessoas, que no afã de ver suas casas limpas, colocam o lixo para fora, “ignorando” que as ruas são prolongamentos dos seus lares. Por ocasião das chuvas, essas pessoas esquecem o que fizeram “no verão passado” e jogam a culpa no governo. É mais fácil atribuir às autoridades a responsabilidade pela falta de limpeza pública, entupimento dos bueiros, enchentes, proliferação de ratos e tantas outras mazelas urbanas. O pior é que esses problemas impactam diretamente na qualidade de vida de cada um e, claro, no bolso. Afinal, alguém vai ter que pagar a conta!