Dias e Noites das Arábias

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Dias e Noites das ArábiasA Bic Brasil foi a que mais cresceu, em vendas e lucro líquido, entre todas as subsidiárias da corporação em todo o mundo. Para Comemorar, a empresa levou seus clientes para uma glamourosa viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos Sobre um tapete persa estendido na areia do deserto de Dubai, trajando uma túnica branca e turbante à moda árabe, o uruguaio Horácio Balseiro, presidente da Bic no Brasil, faz um brinde com espumante ao bom momento vivido pela companhia no País. A saudação é repetida pelos 20 clientes e seus acompanhantes (também vestidos a caráter), que a empresa reuniu nesta visita aos Emirados Árabes, segundo ele, corresponsáveis por essa conquista (ver retranca). Em 2009, a empresa teve o maior crescimento em vendas e lucro líquido comparado às demais operações do Grupo Bic em todo o mundo. O faturamento líquido total, somadas todas as categorias de produtos, foi de R$ 470 milhões, com um crescimento médio de 15% nas vendas e um incremento de 30%, em relação a 2008. Dias e Noites das Arábias O executivo revela que a unidade brasileira também figurou como a segunda operação mais rentável da corporação, com cerca de 8% de participação nas vendas globais. Lembra que há três anos, a Bic Brasil ocupava o terceiro posto em faturamento e o quarto em rentabilidade entre as demais unidades, ao passo que hoje só está atrás dos Estados Unidos. Enquanto festeja o crescimento em todas as categorias de produto – papelaria, 9%; isqueiro, 10%; e barbeadores, 24% – ele lembra dos ganhos de eficiência na operação, “o que permitiu investir mais em propaganda, assim como no trade”.
Depois de passar pelas filiais do Chile e Argentina, Balseiro chegou ao Brasil no início de 2008, otimista e cheio de ideias. No entanto, quando indagado sobre sua contribuição para o crescimento da companhia, é modesto. Diz que tenta transmitir o desejo de crescer, o que é complementado com a “competência de todos”. A entrega da autonomia e do poder de decisão acabou, segundo ele, envolvendo muito as pessoas com o resultado. “Para mim é muito importante que todos trabalhem como um verdadeiro time, com lealdade, profissionalismo, dedicação e bom humor”, ratifica.

À frente da segunda filial da Bic, em termos de faturamento, e com 60% da operação na América Latina, o presidente fala dos desafios para os próximos anos. “Continuar desenvolvendo novas categorias de produto, talvez incorporar alguma empresa que acelere nosso crescimento e nos dê maior presença no ponto de venda.” De acordo com ele, a estratégia vem sendo direcionada para o aumento de distribuição e inovação/lançamento de produtos. Nessa direção, a companhia trabalha em sinergia com todas as linhas de produtos – isqueiros, papelaria, incluindo as etiquetas Bic Pimaco, e barbeadores. A conclusão é de que há “metas agressivas de crescimento em 2010”, embasadas em estratégias de aumento de distribuição, excelência no atendimento, inovação e fortalecimento da marca Bic. Dias e Noites das Arábias As “metas” e “estratégias” de Balseiro vão ao encontro do posicionamento da diretoria de vendas, sob a responsabilidade de Marco Aurélio Souto, para quem a sua divisão tem como objetivo trabalhar o sell out de seus clientes. “Sempre com lucratividade para todos aqueles que compõem a cadeia de distribuição até chegar ao consumidor final”, emenda. Nessa última etapa, o beneficiado é o cliente, para quem a empresa oferece o produto que facilita sua vida a um preço justo.

Com esse posicionamento, são muitos os ganhos da companhia, fundamentados na marca, nas pessoas, na visão empresarial e no histórico de relacionamento. A marca, conforme Souto, transmite segurança aos clientes e confiança aos consumidores; enquanto as pessoas trabalham com alegria e simplicidade, de acordo com os valores Bic: “Honramos o nosso passado e sempre buscamos inventar o futuro.” Quanto à visão da empresa, explica que ela busca oferecer soluções simples, engenhosas e confiá veis para todos e em todos os lugares a toda hora. Enfim, ele destaca o histórico de relacionamento, que sempre se baseou, desde o princípio da operação no Brasil, em pessoas e atitudes.

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